quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
O que tu faria?
Ninguém
Negocia com Inimigo
Você negociaria a compra de um bem com um inimigo?
Pouco provável, não é mesmo? Muitos consultores de vendas não percebem que
precisam desenvolver afinidades antes de quererem vender algo ao cliente.
Aliás, boa parte dos clientes somente decide pela
compra quando passam a acreditar no vendedor. O tempo que leva para consolidar
o elo de confiança dependerá de muitos fatores, a exemplo, da reputação da
empresa, da marca, do profissional de vendas, da forma como o cliente foi
abordado etc.
Tudo que a maioria dos consultores de vendas deseja
é vender o produto. Ele sabe que quanto mais vendas fizerem, maiores serão os
seus ganhos. O que poucos sabem é como agir para que as vendas se maximizem.
Naturalmente, o passo mais estressante do processo de vendas é a negociação,
justamente a que antecede o fechamento. É nesta fase que os vendedores menos
experimentados pensam perder a venda. Com um pouco de reflexão, eles
descobrirão que chegaram a negociação de maneira “forçada”. É como se o médico
quisesse fazer o parto antes do tempo. Poderá até conseguir, mas não sem
prejuízo para o bebê.
Os profissionais de vendas sabem ou deveriam saber
que a meta principal para a conclusão de uma venda é escalar com segurança e sabedoria
cada degrau do processo de vendas. Se ele tentar pular algumas fases poderá
até, com um pouco de sorte, realizar a venda, mas os riscos de perdê-la serão
tão grandes que não vale a pena tentar.
Você já tentou escalar uma montanha íngreme? Se já
fez algo do gênero, saberá que dar passos firmes e manter-se atento às
possibilidades de queda é o mínimo necessário para alcançar o topo. Você só
chegará lá se for capaz de superar cada pequeno obstáculo que encontrar pela
frente. Além disso, para ser bem sucedido na escalada é fundamental estar
atento aos primeiros passos, até se acostumar com o terreno. Se tentar subir
muito rápido no início da jornada, poderá deparar-se com terreno minado, levar
uma queda inesperada e ficar impossibilitado de continuar.
O mesmo ocorre com o processo de vendas. O
consultor bem sucedido sabe que é preciso superar cada etapa da venda para que
as partes se conheçam melhor e beneficiem com o melhor acordo possível. É
preciso ter em mente que o fechamento da venda é fruto do início de seu
relacionamento comercial - ambas as partes devem descobrir a melhor forma de
“trabalhar e ganharem juntos”.
Normalmente, em uma venda os dois (cliente e
vendedor) ganham ou ambos perdem. O que você prefere? Ganhar com ele ou ganhar
dele? Você pode até dizer que o mais importante é ganhar sempre. Mas, é bom
ficar atento, pois para triunfar na profissão não basta ganhar a qualquer
custo, é preciso ganhar certo para ganhar sempre.
A Importância da TI nos Processos Logístico.
Tecnologia da Informação: A base sólida dos
processos logísticos
A Informação com rapidez e precisão é crucial
para o bom desempenho dos processos logísticos, sendo que a mesma deve ser a
base sólida, onde os gestores analisam e estruturam suas decisões. A
tecnologia da informação consiste em ferramentas utilizadas para obtenção e
acesso às informações, de tal forma que possamos tomar as melhores
decisões. Neste artigo destacaremos a importância da tecnologia da
informação, suas aplicações e tecnologias que permitem aos gestores e
operadores obtenção dos melhores resultados nos processos logísticos.
Introdução
A Logística vem apresentando uma evolução
crescente e hoje é um elemento-chave na estratégia competitiva das empresas.
Até pouco tempo a Logística era compreendida somente como transporte e
armazenagem. Atualmente as empresas já compreendem na Logística uma potente
ferramenta para garantia de sucesso de seus processos e bons resultados
operacionais e financeiros.
A informação possui papel crucial para a eficácia
do desempenho da Logística porque é o alicerce sólido para que os gestores
estruturem seus planejamentos e decisões. A Tecnologia da Informação consiste
em ferramentas utilizadas para obter acesso às informações e para
analisá-las, de maneira que se possa tomar as melhores decisões para os
processos logísticos.
A Tecnologia da Informação consiste em várias
tecnologias que coletam, processam, armazenam e transmitem informações
com suporte de hardware e software, utilizados por toda uma cadeia logística
para agrupar e analisar informações. A Tecnologia da Informação é como os
olhos e ouvidos da gestão, recebendo e enviando as informações necessárias.
Os sistemas de Tecnologia da Informação são
fundamentais, pois permitem que as empresas reúnam e analisem as informações.
Elas podem ser segmentadas de acordo com as atividades logísticas envolvidas,
nos quais se concentram e com fase de decisões dos processos aos quais são
envolvidos,
|
Este sistema é utilizado pelas empresas de
transporte. O mesmo auxilia no planejamento, execução, monitoramento e
controle das atividades relativas a consolidação de carga, expedição, emissão
de documentos, entregas e coletas de produtos, rastreabilidade da frota e de
produtos, auditoria de fretes, apoio à negociação, planejamento de rotas e
modais, monitoramento de custos e nível de serviço, e planejamento e execução
de manutenção da frota.
As principais funcionalidades dos TMS são:
Monitoramento e Controle de frotas e cargas;
Apoio à Negociação e Auditoria de Frete;
Planejamento e Execução.
Principais benefícios:
Redução nos custos de transportes e melhoria do
nível de serviço;
Melhor utilização dos recursos de transportes;
Melhoria na composição de cargas (consolidação) e
rotas;
Menor tempo necessário para planejar a
distribuição e a montagem de cargas;
Disponibilidade de dados acurados dos custos de
frete mostrado de várias formas, como por exemplos, por cliente ou por
produto;
Acompanhamento da evolução dos custos com
transportes;
Disponibilidade de informações on-line;
Suporte de indicadores de desempenho para aferir
a gestão de transportes.
Os sistemas TMS dão o suporte necessário para que
as empresas de transporte utilizem melhor seus recursos, otimizem seus
processos e obtenham um melhor resultado financeiro.
2.4 - CRM (Customer Relationship Management -
Gerenciamento do Relacionamento com o Consumidor)
Através de um banco de dados de clientes o CRM
manipula as informações buscando otimização do processo. Esta solução tem
como estratégia de negócio identificação de cliente e suas principais
características para estabelecer um relacionamento de fidelização de longo
prazo com seus clientes. Esta estratégia permite, de forma lucrativa,
identificar e estabelecer as formas de relacionamento com os clientes que
apresentem maiores benefícios ou maior potencial para a empresa e permitam
fornecer a esses mesmos clientes um nível de serviço que exceda as suas
expectativas. Para manipulação destas informações, utiliza de componentes
tecnológicas, de planejamento estratégico e de marketing pessoal, sempre numa
perspectiva de orientação total para o cliente. O CRM permite assim alcançar
objetivos como:
Identificar entregas qualificadas de forma a
ganhar novos clientes;
Fechar vendas de modo mais eficiente e eficaz;
Permitir aos clientes efectuar transações de
forma mais fácil e rápida;
Fornecer serviços de suporte, pré, durante e
pós-venda;
Ter um maior enfoque nos clientes com vista a uma
maximização do ARPU (Average Revenue Per User) Calcula da renda por usuário;
Disponibilizar a mesma informação ao cliente,
independentemente do canal de contato com a empresa (Internet, Call Center,
Loja,…);
A boa aplicação de CRM pode influenciar o
montante que os clientes gastam na empresa e o seu grau de fidelização.
Algumas empresas através da implementação de programas de CRM conseguiram
ganhos significativos em termos de proveitos, satisfação dos clientes,
produtividade dos funcionários, bem como reduções de custos em termos de
aquisição de clientes.
2.5 - Códigos de Barras
O código de barras é de grande importância para a
agilidade e bom andamento de um processo informatizado para gerenciamento da
cadeia de abastecimento. Você os encontrará em supermercados, hospitais,
lojas de departamentos, indústrias, fazendas, e até mesmo em sua
própria casa.
Tornaram-se parte integrante de
nossas vidas. O código de barras tem a finalidade de identificar um produto.
Ele contém algumas informações como; código do produto, descrição, país
de origem e empresa
Você já deve ter se deparado com esta situação em
um supermercado quando o caixa tenta fazer a leitura do código de barras de
um produto e não consegue. O que ele faz? Isto mesmo, ele digita os números
contidos na parte inferior do código de barras que nada mais é que a
descrição número de identificação representada no código de barras. Imagine
se o caixa tivesse que digitar código a código quando realizamos uma compra
com vários itens?
O código de barras é lido pela varredura de um
pequeno ponto de luz através do símbolo do impresso. Seus olhos vêem apenas
uma fina linha vermelha emitida pelo leitor laser (scaner). Todavia, o que
está acontecendo é que a fonte de luz do leitor está sendo absorvida pelas
barras escuras e refletida pelos espaços claros. Um dispositivo no leitor
pega a luz refletida e a converte em um sinal elétrico. A necessidade das
empresas de um melhor gerenciamento das informações buscou no código de
barras uma melhoraria na produtividade para agilizar os processos, otimizar
mão-de-obra para assim aumentar sua margem de lucro.
Os benefícios de se implementar tecnologia de
código de barras são significativos:
Redução dos ciclos de processamento.
Aumento das taxas de output;
Aumento na precisão das informações;
Redução das perdas com materiais;
Baixo custo e menor tempo de implantação;
Fácil utilização;
Uso de equipamentos compactos;
Alta velocidade de captura dos dados,
Informações: validade data de fabricação, local
onde foi produzido, dentre outras.
Não importa qual o seu negócio, a tecnologia de
captura de dados por código de barras poderá auxiliá-lo a atender os mais
difíceis desafios com que você se defronta.
2.6 - RFID ( Radio Frequency Identification –
Identificação via radiofreqüência )
As novas tendências tecnológicas nos levam cada
vez mais a implementações que buscam a melhoria continua. Com o RFDI, temos
como forma de tecnologia a transmissão de dados através das etiquetas-TAG.
Esta etiqueta utiliza-se de ondas eletromagnéticas para transmitir
informações através e ondas de rádio.
Uma das vantagens das etiquetas inteligentes é
que podem armazenar informações e mais de um item podem ser lidos ao
mesmo tempo. O sistema de identificação por radio freqüência consiste de um transponde
com radio e um leitor para conectá-lo a um sistema de informação corporativo.
O transponde é composto de um chip e antena, que
é ativado por um sinal de radio na sua freqüência de trabalho. Quando isto
ocorre, ele envia um sinal contendo sua informação ao leitor para
identificação das informações contidas nas etiquetas.
Esta tecnologia apresenta dois formatos de
etiquetas, ativa e passiva que apresentam as seguintes características:
Tecnologia Ativa:
Necessita de bateria;
Opera com maior distância de leitura (Metros);
Alto custo;
Tempo de vida limitado;
Leitores grandes;
Sensível a alta / baixa temperaturas.
Tecnologia Passiva:
Não necessita de baterias;
Necessita de menor distância para realização de
leitura (Centímetros);
Custo baixo;
Tempo de vida ilimitado;
Leitores pequenos;
Trabalha em condições severas, adversas;
Facilidade de fixação.
Benefícios do RFID sobre o código de barras
Não requer uma linha de visão direta entre transponde
e leitor, como ocorre no código de barras, em que o laser tem que varrer toda
a extensão do código
Capaz de ler / grave:
Possibilita a leitura de vários itens ao mesmo
tempo;
Fácil de ser fixado em objetos;
Trabalha de maneira eficaz em ambiente hostis,
sujeito a diversos intempéries proporcionando melhor distância de leitura.
Para que as etiquetas inteligentes sejam
implantadas é uma questão de tempo. O mundo pede cada vez mais empenho
logístico, e com elas conseguiremos melhorar de forma significativa o
desempenho do SCM.
2.7 - EDI (Electronic Data Interchange -
Intercâmbio Eletrônico de Dados)
A idéia por trás do EDI é relativamente simples,
muitas empresas utilizam computadores para organizar os processos comerciais
e administrativos ou ainda para editar textos e documentos. A maioria das
informações é introduzida no computador manualmente, através de digitação.
Quando as empresas se comunicam, por exemplo, para encomendar mercadorias ou
cobrar os clientes, porque, ao invés de imprimir relatórios em papel e
enviá-lo por fax para seu parceiro, elas obterem uma forma de transferir
eletronicamente essas informações diretamente do computador da empresa para
os computadores de seus clientes, fornecedores, bancos e outros.
O Intercâmbio EDI padroniza a forma como os
computadores enviam e recebem dados. O EDI acelera o ritmo com que clientes e
transportadores trocam informações operacionais como programações de
embarque, roteiros de entrega e rastreamento da carga, além de permitir a
emissão de faturas e romaneios livre de erros por eliminar a necessidade de
interferência humana no processo.
Dentre as várias facilidade destacamos os
principais benefíciosI:
Reduções de custos administrativos e
operacionais, frente à brusca redução dos trâmites, que originam montem de
papéis, os quais operam em fluxos viciosos de vai-e-vem de vias de
documentos, protocolos e assinaturas;
Agilidade no processo, porque grandes volumes de
dados comerciais podem ser comunicados de um computador a outro em questão de
minutos, permitindo, por exemplo, reduzir prazos de entrega e garantindo
maior satisfação por parte do cliente;
Eliminação de erros, o EDI elimina os inevitáveis
erros resultantes da entrada manual de dados;
Aumento da produtividade, pois o EDI permite que
as companhias controlem e manejem melhor as necessidades de produção, compras
e entregas. O EDI é um componente chave nos elos de ligação entre cliente,
fornecedor e transportador na fabricação "just-in-time" e na
"quick response", apoio ao ECR, resultando em significativas
reduções nos níveis de estoque.
Como já era de se esperar vários esforços foram
feitos com relação a redução de papéis por conta de documentos a serem
encaminhados entre as empresas. Em algumas empresas ainda existe uma pessoa
responsável por passar por fax da carteira de pedidos aos seus fornecedores,
apesar de ser coisa do passado. O EDI surgiu principalmente para agilizar
este processo e garantir a precisão e segurança da informação.
2.8 – ECR (Efficient Consumer Response - Resposta
Eficiente ao Consumidor)
Buscando inovar os resultados de produtividade do
setor, foi implantado no Brasil, a exemplo de outros países, o conceito ECR
trata-se de uma estratégia da indústria supermercadista na qual distribuidores
e fornecedores trabalham em conjunto para proporcionar melhores resultados ao
consumidor, enfocando a eficiência da cadeia de suprimento como um todo, em
vez da eficiência individual das partes, derrubando os custos totais do
sistema, dos estoques e bens físicos (ECR, 1999).
O objetivo final do ECR é a geração de um sistema
eficaz, direcionado ao consumidor, no qual distribuidores e fornecedores
trabalhem juntos como aliados comerciais a fim de minimizar custos.
Informações precisas e produtos de qualidade fluem por um sistema sem papéis
entre a linha de produção e o check-out, com mínimo de perda ou interrupção
entre as partes que o compõem. Assim, são esperados a redução das perdas e o
aumento do giro de estoque, obtendo recursos para manter o negócio em
andamento, oferecendo melhores produtos a preços acessíveis ao consumidor.
Benefício de sua utilização:
Sortimento eficiente de loja – Otimizar a
manutenção dos estoques e o espaço da loja, melhorando a interface com o
consumidor;
Reposição Eficiente – Otimizar o tempo e o custo
no sistema de reposição de produtos no estoque;
Promoção Eficiente – Aplicar sistema adequado ao
tratamento de promoção atingindo cliente e consumidor;
Introdução Eficiente de Produto – Aplicar medidas
de desenvolvimento e introdução de novos produtos.
A implementação do ECR comprova bons níveis de
serviços com baixos níveis de inventários com redução das perdas
principalmente de produtos perecíveis, otimizando transporte de carga,
armazenagem e estocagem
3 - Internet & E-commerce
Podemos definir Comércio Eletrônico (e-commerce)
como a capacidade de realizar transações envolvendo a troca de bens ou
serviços entre duas ou mais partes utilizando meios eletrônicos. As
empresas e pessoas nunca tiveram acesso a tantas aplicações de (e-commerce)
como têm hoje, estas aplicações vão desde compras on-line, com a utilização
da WEB até processos automatizados tendo a INTERNET como meio de transporte
dos dados.
O comércio eletrônico baseado na World Wide Web
tem chamado a atenção da comunidade de negócios no mundo inteiro. A face mais
conhecida do grande público é o B2B (Business to Business) e o B2C (Business
to Consumer), onde investimentos maciços em publicidade têm sido feitos por
sites como submarino.com, amelia.com, arremate.com. O B2B está se mostrando o
modelo de negócios com maior taxa de crescimento para os próximos anos.
Principais vantagens para a Empresa:
Reduz a intermediação;
Alcance global (Amplia o mercado);
Reduz custos administrativos e outros correlatos;
Maior segurança e agilidade e na comunicação
entre os parceiros;
Reduz o ciclo de processos mercantis.
Principal vantagem o Comercia:
Melhora o nível de abastecimento da loja;
Reduz o nível de estoques;
Reduz custos operacionais;
Agiliza o processo de vendas;
Nivela as oportunidades no mercado
Principais vantagens para o consumidor:
Comodidade e conveniência (Comprar sem sair de
casa);
Facilidade (Acesso a internet);
Variedade (Produtos do mundo inteiro);
Preços (Tendências de custos baixos e cotações
mais ágeis).
Benefícios:
Redução da taxa de erros no atendimento de
pedidos;
A melhoria do serviço ao cliente;
Aumento da acuracidade do recebimento e das
informações;
Melhor aproveitamento dos recursos, do espaço de
armazenamento e da mão-de-obra.
Considerações Finais (Obrigatório)
A Logística hoje depende das ferramentas que a
tecnologia da informação disponibiliza para acompanhamento dos diversos
processos que envolvem os processos logísticos. A tecnologia da informação
está evoluindo em ritmo acelerado, em velocidade e capacidade de
armazenamento das informações, gerando simultaneamente reduções
significativas de custos otimizando processos. Hoje temos várias opções, de
tecnologia da informação para auxiliar a Logística, porém é importante saber
quais destas se adéquam a realidade do negócio. A medida que a tecnologia da
informação prossegue sua trajetória de continua evolução, vão surgindo várias
inovações que influenciam nas operações logísticas e que as aprimoram cada
vez mais.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Contexto da Bell Cosméticos, processo de embarque, frota e equipe em sua totalidade.
A logística encarrega-se de melhorar o nível de rentabilidade da distribuição, através de planejamento, organização e controle das atividades de transporte e armazenagem, facilitando o fluxo de materiais. O mesmo autor evidencia, como objetivo da logística, a entrega dos produtos, ou serviços, ao comprador no tempo e momento corretos, ao menor custo possível e nas condições pré-determinadas.
Sistema logístico empresarialMúltiplas etapas são necessárias para transformar um conjunto de matérias-primas em um produto de consumo e, assim, colocá-lo no seu respectivo nicho de mercado. A soma dessas etapas define a rede industrial, chamada de cadeia de suprimentos. SCinco atividades primárias situam-se ao longo do fluxo de materiais da empresa: suprimento, produção, distribuição, venda e serviços. Além dessas, o sistema logístico incorpora todas as atividades de apoio necessárias para que a empresa planeje e controle a aquisição, o desenvolvimento, o desdobramento, a utilização e a alocação dos seus recursos, sejam eles humanos, financeiros, materiais ou relativos à informação. A rede industrial e comercial, por exemplo, inicia-se com os produtores de matérias-primas e termina com o consumidor final, sendo que a transformação ocorre durante a trajetória.Em grande parte das cadeias logísticas, o processo de transformação inicia-se junto à fonte de recursos naturais (produtor, neste exemplo), em seguida a matéria-prima é armazenada e na seqüência encaminhada à unidade transformadora, conhecida como fábrica ou indústria. Uma vez transformada a matéria-prima em produto acabado, esse é alocado em embalagens adequadas para sua proteção e transporte, para ser enviado ao centro de distribuição. Quando a venda ocorre através de redes varejistas, o produto acabado ainda é encaminhado ao varejista para, então, ser oferecido ao consumidor final. Como ocorre na empresa Bell, do centro de distribuição, o produto acabado é encaminhado diretamente ao consumidor.A cadeia logística é formada pelo conjunto de redes logísticas internas das empresas membro, e os fluxos nessas redes são associados as etapas do processo de transformação. Assim, para conseguir gerenciar os fluxos de materiais e informações e aumentar a competitividade no mercado, há necessidade de se recorrer a uma rede de planos fundamentados nas decisões de curto (planos operacionais), médio (planos táticos) e longo (planos estratégicos) prazos.
Gestão do fluxo logísticoNo topo da estrutura organizacional situam-se os gerentes de mercado os quais têm a incumbência de analisar o mercado e o desenvolvimento de produtos. Em seguida há os gerentes de venda os quais controlam e estipulam as metas de venda, negociando diretamente com as promotoras de vendas. Estas, por sua vez, atuam nas diversas regiões do Brasil e demais países onde a empresa atua, geralmente com escritórios próprios, são responsáveis por realizar o contato direto com as promotoras. Para a empresa obter maior controle do seu processo, administra cada etapa do mesmo cuidadosamente, iniciando na seleção de seus fornecedores e seguindo para a compra dos suprimentos, conforme a demanda do mercado, gerenciamento do processo produtivo ou de transformação, alocação e controle de estoques e distribuição.O texto exposto na seqüência deste artigo tem o intuito de apresentar mais detalhadamente o funcionamento da cadeia logística da empresa Bell, o qual tem permitido à empresa uma excelente ocupação no mercado. A abordagem se dará sobre a política de fornecedores, captação e processamento de pedidos, gestão da demanda, gestão de estoques, separação de pedidos e armazenamento, além da distribuição.
Política de fornecedoresNo intuito de assegurar a qualidade na aquisição de insumos, produtos e serviços de terceiros, a empresa Bell assumiu o compromisso de privilegiar os fornecedores que apresentam os melhores padrões de excelência. Para identificar um possível fornecedor de maneira ética e transparente, a reposta encontrada foi a criação de um processo de acompanhamento e certificação daqueles que atendem ao princípio da sustentabilidade.
Planejamento de vendas e da produçãoO planejamento e a coordenação envolvem tanto atividades de planejamento de materiais dentro da empresa quanto aos membros do canal de distribuição. Seus componentes são: objetivos estratégicos, restrições de capacidade, necessidades logísticas, necessidades de produção e necessidades de suprimento. Pode-se dizer que, o conceito de logística integrada, para os autores supramencionados, vai ao encontro ao fluxo logístico da empresa em estudo, onde a logística é vista como a competência que vincula a empresa a seus clientes e fornecedores.As informações necessárias para se iniciar o planejamento da produção são recebidas de clientes e fluem pela empresa na forma de atividades de vendas, previsões e pedidos e, são filtradas em planos específicos de compras e de produção. O processo apresenta duas ações inter-relacionadas: fluxo de materiais e fluxo de informações.À montante do fluxo encontra-se o plano de atuação no mercado, a central de cadastros (pedidos) e gestão dos materiais. A partir daí inicia-se o planejamento e controle da produção além do acompanhamento do processo logístico.A gestão da Demanda deve ser responsável por prever a demanda, atuar como um canal de comunicação com o mercado, ter influência sobre a demanda, possuir habilidade de prometer prazos e alocar e priorizar determinadas atividades. São diversos os processos relacionados a esta área, porém, conforme os autores, os principais processos tratam de prever as vendas, cadastrar os pedidos, prometer a data de entrega, definir e avaliar o nível de serviço ao cliente, planejar as necessidades e distribuir fisicamente os produtos aos clientes.
A empresa Bell possui um modelo e chão de fábrica híbrido. A estratégia adotada pela empresa é a de manter estoques dos insumos e não dos produtos acabados; assim, à medida que vão sendo vendidos os produtos, vão sendo repostos.
Gestão de estoquesAo mesmo tempo em que se elabora o plano de produção também é verificada a disponibilidade de produtos em estoque nos centros de distribuição (CD´s), bem como a demanda de cada um deles, com base na estatística de venda, para verificar a necessidade de abastecimento no local. São analisadas as ordens de produção de pedidos firmes e também as dos pedidos planejados devido à empresa considerar que apresenta baixa , mas sim o indicador de cobertura. Atualmente a empresa não utiliza mais a classificação ABC para o controle de seu estoque, usando principalmente uma ferramenta específica de gestão baseada nos conceitos de oferta de produtos. É possível dizer que a empresa em estudo emprega em seu sistema de controle de estoques duas das sistemáticas encontradas na literatura: a sistemática de controle de estoque por ponto de pedido (Q) e a sistemática de controle de estoque por revisões periódicas (P). Outras ferramentas utilizadas para auxiliar na Gestão dos Estoques é o SAP®, Warehouse Management (WM – Gerenciamento de Armazém) e Product Planning (PP – Planejamento de Produto). Além disso, utiliza-se indicadores de perdas, de qualidade (medindo o percentual de utilidade de dado item, se está vencido ou obsoleto, etc.). A contagem do inventário é cíclica, ocorrendo, no geral, trimestralmente e de maneira aleatória diariamente, sendo lançadas imediatamente no sistema as correções necessárias. Uma vez iniciada a produção, diariamente é programada a produção da fábrica e à jusante do fluxo têm-se como saída do processo.
Armazenagem A empresa Bell possui 3 fábricas na sua sede em Cajamar-SP e, um 4º armazém, que é responsável pela atividade de separação (picking). A atividade picking ou order picking pode ser definida como a atividade responsável pela coleta do mix correto de produtos, na quantidade correta para satisfazer as necessidades do consumidor (MEDEIROS,1999). O aumento da importância da atividade de picking fez com que novos investimentos fossem feitos nessa área, principalmente nos sistemas de separação. Para se ter noção da representatividade desta atividade, em média, o picking é responsável por 65% dos custos de manuseio de materiais de um centro de distribuição.A empresa em estudo possui 3 CD´s. A unidade de Recife-PE possui capacidade de armazenamento de 1.000 pallets, pois possui um CD pequeno utilizado como laboratório prioritariamente para testes; ou seja, quando a companhia deseja alterar o layout de uma caixa (utilizada na entrega dos pedidos), por exemplo, lança o projeto nesta região de modo a avaliar o caráter logístico. Como a região do Nordeste é atípica, com sertões e ladeiras, serve de base para verificar a resistência dos materiais em análise. Geralmente, se a caixa/embalagem resistir a este percurso, resistirá às demais regiões do país.A unidade de Matias Barbosa-MG apresenta capacidade de armazenamento para 2.000 posições (espaços para pallets) e a unidade de Cajamar-SP para 52.000 posições, suprindo as fábricas com insumos e a área de picking com produtos acabados para a separação. No momento em que a ordem de produção é aberta pelos colaboradores da fábrica, os colaboradores do armazém recebem imediatamente as informações sobre os insumos que irão precisar, e enviam os itens através de robôs.A construção desse armazém tem ainda o objetivo de suportar o aumento das vendas previsto pela empresa para os próximos anos. De acordo com a empresa, o novo armazém praticamente dobrou a capacidade de estocagem e movimentação, agilizando o processo de separação de produtos. O armazém tem 35 metros de altura, o que permitiu elevar sua capacidade de comportar mais pallets, passando de 25.000 para 52.000. O AV apresenta um tempo de reposição de 2 minutos, sendo que o sistema de gestão de estoques é integrado com o sistema de controle SAP®. Nesta área operam apenas 3 colaboradores, os quais administram as atividades pela eletromonovia de 650 metros, sendo que o tempo de movimentação dos materiais, do armazém até a fábrica, é de 14 minutos. O controle e a automação do sistema garantem que cada pedido tenha seus respectivos produtos ejetados automaticamente de forma com que a separação seja rápida e precisa. Uma vez ao dia são recebidos os pedidos, separados por região e, posteriormente, montados. O piso do armazém é demarcado identificando o local de posicionamento dos insumos e dos produtos acabados .
DistribuiçãoA distribuição física tem custos duas a três vezes maiores que o limite superior da média do suprimento e assim, a atenção dos administradores tem se concentrado nas atividades de maior impacto econômico.No caso da empresa Bell, cuja estratégia de vendas é a direta, é possível chegar até suas consumidoras de forma personalizada e explorando os principais atributos de seus produtos de modo adequado e convincente. Outro aspecto relevante nesse sistema de distribuição é a não-dependência de grandes redes atacadistas e varejistas para a distribuição dos produtos, o que torna a empresa imune ao crescente aumento do poder de negociação dos intermediários da cadeia de comercialização, fato que afeta, atualmente, a maioria das empresas de produtos de consumo que deles dependem para escoar sua produção. Além desses fatores, o sistema de venda direta, com a amplitude do construído pela empresa Natura, constitui uma forte barreira de entrada para novos competidores nesse setor.Deste modo, a empresa se mantém alerta com relação aos gastos desta operação e tem buscado reduzir o número de transportadoras envolvidas, buscando alianças estratégicas e excelência no nível de serviço prestado. Dados de 2005 apontam que a empresa reduziu o número de transportadoras de 44 para apenas 5, proporcionando uma redução de 88,63%. Como são utilizadas 5 transportadoras para efetuar a distribuição dos produtos por todo o Brasil, a empresa adota a sistemática de disponibilizar as cargas para as transportadoras conforme seus horários de coleta. Entre os anos 2003 e 2004, o número de carretas aumentou em 21% ao mesmo tempo em que o número de transportadoras utilizadas para efetuar a distribuição dos produtos reduziu, mesmo assim garantindo um incremento no indicador de pontualidade de 96 para 97%.
Considerações finaisEste trabalho apresentou o que ocorre a gestão da cadeia logística de uma das maiores empresas de cosméticos do Brasil, a Bell Entende-se ter atingido o objetivo principal do estudo que era apresentar a estratégia de gestão adotada pela empresa, o que pode ser útil para estudos futuros sobre a importância da eficácia logística nas empresas de grande e médio porte.Diversos estudos são encontrados na literatura a respeito de sistemas logísticos, porém, sob tal perspectiva, envolvendo a logística de cosméticos, nada foi encontrado, principalmente abordando o funcionamento da empresa Bell. Ao analisar a política de fornecedores adotada pela mesma, grandes contribuições podem ser retiradas para serem utilizadas como benchmarking por outras empresas. O modo de gestão da demanda e também de estoques apresenta grande impacto sobre a cadeia de abastecimento, pois se tomadas estratégias incoerentes, perde-se o controle do processo desencadeando perda de vendas, atraso nas entregas, extravio de mercadorias, falta de insumos, dentre outros. A opção por terceirização da distribuição também é vista como um ótimo exemplo para outras empresas, uma vez que a empresa passa a focar somente no que sabe fazer de melhor, deixando esta atividade para empresas especializadas neste tipo de serviço.O caso estudado mostra claramente o potencial da abordagem levantada, onde soluções de alta qualidade são obtidas, para problemas relativamente grandes e em tempos satisfatórios para a empresa. Com este estudo foi possível vislumbrar o funcionamento de uma empresa de grande porte, analisando as diversas etapas do processo logístico, desde a aquisição de insumos até a entrega do produto ao consumidor final, sob o ponto de vista de algumas das áreas da Engenharia de Produção.Para a continuação deste trabalho, propõe-se uma análise mais refinada dos dados referentes à gestão de estoques e distribuição praticada pela empresa, propondo melhorias, caso haja necessidade. Além disso, para aumentar a competitividade no mercado as empresas, principalmente do setor de cosméticos, carecem de uma reorientação valorativa e cultural com foco no cliente final e na sustentabilidade por meio da sua cadeia de abastecimento.
Cabe também registrar que os funcionários da logística, ou seja, toda a Equipe da Bell Cosméticos, em todos os setores, desde o embaladores até os caminhoneiros, são devidamente treinados e bem remunerados para que todo esse processo seja eficaz e de grande sucesso.
TIPOS DE ARMAZENAGEM: MEDICAMENTOS E ALIMENTOS RESFRIADOS
TIPOS DE ARMAZENAGEM: MEDICAMENTOS E ALIMENTOS RESFRIADOS
Vamos destacar aqui alguns detalhes sobre a conservação desses produtos, mostrando a importância de poder contar com profissionais preparados para trabalhar com o tipo de exigência requerida.
No caso dos medicamentos:
- Boa parte é sensível à luz. Não se deve alterar a embalagem original, normalmente testada para proteger o produto. Na armazenagem, a luz direta incidindo sobre eles deve ser evitada.
- Um cuidado especial deve ser tomado para evitar a umidade. Eles devem ser mantidos em local seco, em prateleiras afastadas da parade.
- A temperatura ambiente deve ser inferior à 25ᵒC, pois o calor ajuda a deteriorar o produto. Alguns deles têm a temperatura de conservação estipulada na embalagem.
- A limpeza deve ser efetudada periodicamente, evitando o acúmulo de pó e mofo.
- O local deve ser isolado de outros produtos como cosméticos, produtos de limpeza, perfumaria.
- O local de armazenagem deve ser livre de pragas como insetos, roedore e aves.
Quanto aos alimentos refrigerados:
- Eles estão sujeitos a contaminação de uma forma bastante elevada e, se consumidos assim, podem gerar Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA)
- Deve haver um controle rigoroso de temperatura, ventilação, rotatividade de estoque e limpeza.
- Descontrole de temperatura pode causar descoloração interna do produto, morte de tecidos e comprometimento de sabor.
- Produtos perecíveis (derivados de leite, carnes, peixes e aves) devem ser estocados no refrigerador. A temperatura deve ser abaixo de 4ᵒC.
- A técnica para a armazenagem deve seguir à risca as normas de manipulação, exposição e distribuição, bem como, as regras de higiene ambiental, conservação de equipamentos e tempo de armazenagem.
- Quando conservados congelados, à 0ᵒC ou menos, devem ser seguidas as regras recomendadas pelos fabricantes.
A recomendação para qualquer tipo de armazenagem de produtos que exijam cuidados extras é que sejam contratadas apenas empresas de logística com capacidade de atender às normas obrigatórias.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
estrategias de armazenagem
ARMAZENAGEM – uma estratégia importante
Muitas das oportunidades de aumento da lucratividade de uma empresa e da eficiência do seu sistema logístico e da cadeia de suprimentos onde está inserida é a função de Administração de Materiais, mais especificamente àquelas atividades de estocar e armazenar materiais, normalmente chamada de armazenamento de produtos.
A atividade logística de armazenagem refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. A armazenagem e manuseio de mercadorias são então, componentes essenciais do conjunto de atividades logísticas. Os seus custos podem absorver de 12% a 40% das despesas logísticas de uma empresa. Ao contrário do transporte, que ocorre entre locais e tempos diferentes, a armazenagem e o manuseio de materiais acontece na grande maioria das vezes, em algumas localidades fixadas. Portanto, os custos destas atividades estão intimamente associados à seleção destes locais.
Assim, a armazenagem está envolvida em problemas como localização, dimensionamento de área, arranjo físico, projeto de docas ou baias de atracação e a configuração do armazém.
É interessante estabelecer o conceito racional dos termos estocagem e armazenagem que são normalmente confundidos e trocados na prática, pois são freqüentemente usados para identificar coisas semelhantes, mas, muitos estudiosos preferem distinguir os dois. Em essência, a armazenagem é a denominação genérica e ampla que inclui todas as atividades de um ponto destinado à guarda temporária e a distribuição de materiais (depósitos, almoxarifados, CDs, etc...) enquanto estocagem é uma das atividades do fluxo de materiais no armazém e o ponto destinado à locação estática dos materiais. Dentro de um armazém, podem existir vários pontos de estocagem, que é uma parte da armazenagem.
As razões básicas para que uma empresa utilize um armazém nas suas operações, podem ser sintetizadas em alguns dos argumentos a seguir: Redução de custos de transporte e produção (os custos de produção e transportes são reduzidos pelo efeito de escala - quanto mais se produz e se transporta, menores são os custos); Coordenação entre a oferta e a demanda (empresas com produção sazonal e demanda constante do mercado e, produtos com demanda sazonal e produção constante; oscilação constante de preços em mercadorias do tipo “commodities”); Efeitos do mercado (a armazenagem de mercadorias próxima dos pontos de consumo pode ser um diferencial competitivo para atendimento rápido dos clientes; a oportunidade de ganhos especulativos, tanto nas compras como nas vendas, pode ser aproveitada se houver armazém disponível); Equilíbrio no processo produtivo (as diferentes capacidades dos centros produtivos de uma fábrica, muitas vezes dificultam a determinação de um volume ótimo de produção; o estabelecimento do volume mínimo de estoques em processo, ao longo dos diversos centros de produção pode permitir a máxima utilização destes centros produtivos de forma equilibrada; desta forma, tem-se o volume ótimo de produção para cada tipo de mercadoria); Continuidade de produção (o custo de uma parada de produção por falta de insumos ou aumento brusco da demanda pode ser decisivo na lucratividade da empresa; a forma de evitar a insegurança nos fornecedores ou a incerteza de aumento da demanda é a adoção de uma política de estoques mínimos).
Assim, o processo logístico tem por fundamento básico o fluxo de materiais entre os diversos pontos da sua rede. Nestes pontos de transição de um fluxo para outro, entre fornecedor e produção, produção e distribuição física, surge à necessidade de se manter os materiais ou produtos armazenados por algum período de tempo.
Este tempo pode ser muito curto, necessário somente para a conferência, triagem e posterior reembarque da mercadoria, ou pode ser por um longo período que atenda a uma demanda sazonal. Nestes pontos de interface logística dos fluxos físicos de materiais dentro da rede logística é que se localizam os diversos tipos de instalações destinadas à armazenagem. Por exemplo, armazém de uma loja de varejo, de uma indústria, um depósito de minério de uma siderúrgica, um porto marítimo ou mesmo um centro de distribuição de produtos de consumo.
Atualmente os armazéns desempenham um papel fundamental no fluxo logístico, representando componente crítico do diferencial competitivo da empresa. Para tanto, a partir dos anos 70 foi dada maior atenção ao fluxo eficiente dos armazéns revendo-se todos os aspectos de movimentação, manuseio e estocagem.
A partir dos anos 80, foi introduzida a mecanização, através de equipamentos especiais de movimentação e manuseio e, novas concepções de instalações para permitir armazenagem com alto grau de eficiência e redução de custos.
A tecnologia da informação, a partir dos anos 90, proporcionou um aumento substancial de eficiência nas operações do armazém, através da flexibilidade de planejamento e controle das funções básicas executadas com grande precisão e velocidade, promovendo assim redução do custo global de operação.
De uma maneira geral é possível escrever que uma empresa pode utilizar um armazém para desempenhar uma das seguintes funções: abrigar mercadorias - esta função talvez seja a mais tradicional quando se pensa em armazém, pois teve sua origem no desequilíbrio natural entre oferta e demanda; assim, utiliza-se um armazém para abrigar as mercadorias produzidas através de lotes econômicos destinadas a mercados sazonais. Consolidação de cargas - a consolidação de cargas é uma vantagem econômica intrínseca da armazenagem, pelo fato de receber cargas de várias origens e poder enviar a um único destino utilizando veículos mais econômicos e reduzindo congestionamento na descarga; tudo isto gera eficiência e reduz custo na cadeia logística. Transbordo e transferência - uma das formas mais difundidas do uso de armazém é a desagregação ou fracionamento de grandes quantidades de mercadorias em quantidades menores para atender a demanda dos clientes (função oposta à consolidação de cargas).
Atender pequenos clientes é mais econômico a partir de um armazém específico de transferência, pois o frete de distribuição final será menor. Fracionamento de granéis - esta operação é uma utilização especial do armazém que requer instalações específicas que reproduzam uma etapa final de produção; dependendo do processo produtivo, é mais econômico fazer o fracionamento do produto para atendimento de pequenos pedidos de clientes, num local próximo a estes clientes; desta forma, transfere-se para um armazém o produto a granel e neste local se executa o fracionamento de acordo com os pedidos dos clientes. Transit Point - As instalações do tipo Transit Point são bastante similares aos centros de distribuição avançados, mas não têm estoques.
O transit point é localizado de forma a atender uma determinada área de mercado, distante dos armazéns centrais e, opera como uma instalação de passagem, recebendo carregamentos consolidados e separando-os para entregas locais a clientes individuais. Cross Docking - as instalações do tipo cross docking operam com o mesmo formato que os transit points, mas se caracterizam por envolver múltiplos fornecedores atendendo clientes comuns. Nesta estratégia, as carretas completas chegam de múltiplos fornecedores às instalações do CD e então se inicia um processo de separação dos pedidos, com a movimentação das cargas da área de recebimento para a área de expedição. Merge in transit - é uma extensão do conceito de cross docking combinado ao sistema de Just inTime (JIT).
Ele tem sido aplicado a distribuição de produtos de alto valor agregado, formado por multi-componentes que têm suas partes produzidas em diferentes plantas (fábricas) especializadas. Um exemplo claro é o das estações de trabalhos, formadas por CPUs, monitores e teclados.
Em síntese é possível entender, pelo exposto acima que, um armazém, cumpre além de seu papel fundamental de manter e mover materiais, muitas outras funções fazendo parte hoje da estratégia da empresa em sua busca por diferenciação e melhores performances no meio ambiente empresarial.
A atividade logística de armazenagem refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. A armazenagem e manuseio de mercadorias são então, componentes essenciais do conjunto de atividades logísticas. Os seus custos podem absorver de 12% a 40% das despesas logísticas de uma empresa. Ao contrário do transporte, que ocorre entre locais e tempos diferentes, a armazenagem e o manuseio de materiais acontece na grande maioria das vezes, em algumas localidades fixadas. Portanto, os custos destas atividades estão intimamente associados à seleção destes locais.
Assim, a armazenagem está envolvida em problemas como localização, dimensionamento de área, arranjo físico, projeto de docas ou baias de atracação e a configuração do armazém.
É interessante estabelecer o conceito racional dos termos estocagem e armazenagem que são normalmente confundidos e trocados na prática, pois são freqüentemente usados para identificar coisas semelhantes, mas, muitos estudiosos preferem distinguir os dois. Em essência, a armazenagem é a denominação genérica e ampla que inclui todas as atividades de um ponto destinado à guarda temporária e a distribuição de materiais (depósitos, almoxarifados, CDs, etc...) enquanto estocagem é uma das atividades do fluxo de materiais no armazém e o ponto destinado à locação estática dos materiais. Dentro de um armazém, podem existir vários pontos de estocagem, que é uma parte da armazenagem.
As razões básicas para que uma empresa utilize um armazém nas suas operações, podem ser sintetizadas em alguns dos argumentos a seguir: Redução de custos de transporte e produção (os custos de produção e transportes são reduzidos pelo efeito de escala - quanto mais se produz e se transporta, menores são os custos); Coordenação entre a oferta e a demanda (empresas com produção sazonal e demanda constante do mercado e, produtos com demanda sazonal e produção constante; oscilação constante de preços em mercadorias do tipo “commodities”); Efeitos do mercado (a armazenagem de mercadorias próxima dos pontos de consumo pode ser um diferencial competitivo para atendimento rápido dos clientes; a oportunidade de ganhos especulativos, tanto nas compras como nas vendas, pode ser aproveitada se houver armazém disponível); Equilíbrio no processo produtivo (as diferentes capacidades dos centros produtivos de uma fábrica, muitas vezes dificultam a determinação de um volume ótimo de produção; o estabelecimento do volume mínimo de estoques em processo, ao longo dos diversos centros de produção pode permitir a máxima utilização destes centros produtivos de forma equilibrada; desta forma, tem-se o volume ótimo de produção para cada tipo de mercadoria); Continuidade de produção (o custo de uma parada de produção por falta de insumos ou aumento brusco da demanda pode ser decisivo na lucratividade da empresa; a forma de evitar a insegurança nos fornecedores ou a incerteza de aumento da demanda é a adoção de uma política de estoques mínimos).
Assim, o processo logístico tem por fundamento básico o fluxo de materiais entre os diversos pontos da sua rede. Nestes pontos de transição de um fluxo para outro, entre fornecedor e produção, produção e distribuição física, surge à necessidade de se manter os materiais ou produtos armazenados por algum período de tempo.
Este tempo pode ser muito curto, necessário somente para a conferência, triagem e posterior reembarque da mercadoria, ou pode ser por um longo período que atenda a uma demanda sazonal. Nestes pontos de interface logística dos fluxos físicos de materiais dentro da rede logística é que se localizam os diversos tipos de instalações destinadas à armazenagem. Por exemplo, armazém de uma loja de varejo, de uma indústria, um depósito de minério de uma siderúrgica, um porto marítimo ou mesmo um centro de distribuição de produtos de consumo.
Atualmente os armazéns desempenham um papel fundamental no fluxo logístico, representando componente crítico do diferencial competitivo da empresa. Para tanto, a partir dos anos 70 foi dada maior atenção ao fluxo eficiente dos armazéns revendo-se todos os aspectos de movimentação, manuseio e estocagem.
A partir dos anos 80, foi introduzida a mecanização, através de equipamentos especiais de movimentação e manuseio e, novas concepções de instalações para permitir armazenagem com alto grau de eficiência e redução de custos.
A tecnologia da informação, a partir dos anos 90, proporcionou um aumento substancial de eficiência nas operações do armazém, através da flexibilidade de planejamento e controle das funções básicas executadas com grande precisão e velocidade, promovendo assim redução do custo global de operação.
De uma maneira geral é possível escrever que uma empresa pode utilizar um armazém para desempenhar uma das seguintes funções: abrigar mercadorias - esta função talvez seja a mais tradicional quando se pensa em armazém, pois teve sua origem no desequilíbrio natural entre oferta e demanda; assim, utiliza-se um armazém para abrigar as mercadorias produzidas através de lotes econômicos destinadas a mercados sazonais. Consolidação de cargas - a consolidação de cargas é uma vantagem econômica intrínseca da armazenagem, pelo fato de receber cargas de várias origens e poder enviar a um único destino utilizando veículos mais econômicos e reduzindo congestionamento na descarga; tudo isto gera eficiência e reduz custo na cadeia logística. Transbordo e transferência - uma das formas mais difundidas do uso de armazém é a desagregação ou fracionamento de grandes quantidades de mercadorias em quantidades menores para atender a demanda dos clientes (função oposta à consolidação de cargas).
Atender pequenos clientes é mais econômico a partir de um armazém específico de transferência, pois o frete de distribuição final será menor. Fracionamento de granéis - esta operação é uma utilização especial do armazém que requer instalações específicas que reproduzam uma etapa final de produção; dependendo do processo produtivo, é mais econômico fazer o fracionamento do produto para atendimento de pequenos pedidos de clientes, num local próximo a estes clientes; desta forma, transfere-se para um armazém o produto a granel e neste local se executa o fracionamento de acordo com os pedidos dos clientes. Transit Point - As instalações do tipo Transit Point são bastante similares aos centros de distribuição avançados, mas não têm estoques.
O transit point é localizado de forma a atender uma determinada área de mercado, distante dos armazéns centrais e, opera como uma instalação de passagem, recebendo carregamentos consolidados e separando-os para entregas locais a clientes individuais. Cross Docking - as instalações do tipo cross docking operam com o mesmo formato que os transit points, mas se caracterizam por envolver múltiplos fornecedores atendendo clientes comuns. Nesta estratégia, as carretas completas chegam de múltiplos fornecedores às instalações do CD e então se inicia um processo de separação dos pedidos, com a movimentação das cargas da área de recebimento para a área de expedição. Merge in transit - é uma extensão do conceito de cross docking combinado ao sistema de Just inTime (JIT).
Ele tem sido aplicado a distribuição de produtos de alto valor agregado, formado por multi-componentes que têm suas partes produzidas em diferentes plantas (fábricas) especializadas. Um exemplo claro é o das estações de trabalhos, formadas por CPUs, monitores e teclados.
Em síntese é possível entender, pelo exposto acima que, um armazém, cumpre além de seu papel fundamental de manter e mover materiais, muitas outras funções fazendo parte hoje da estratégia da empresa em sua busca por diferenciação e melhores performances no meio ambiente empresarial.
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