quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O que tu faria?

Ninguém Negocia com Inimigo

Você negociaria a compra de um bem com um inimigo? Pouco provável, não é mesmo? Muitos consultores de vendas não percebem que precisam desenvolver afinidades antes de quererem vender algo ao cliente.

Aliás, boa parte dos clientes somente decide pela compra quando passam a acreditar no vendedor. O tempo que leva para consolidar o elo de confiança dependerá de muitos fatores, a exemplo, da reputação da empresa, da marca, do profissional de vendas, da forma como o cliente foi abordado etc.

Tudo que a maioria dos consultores de vendas deseja é vender o produto. Ele sabe que quanto mais vendas fizerem, maiores serão os seus ganhos. O que poucos sabem é como agir para que as vendas se maximizem. Naturalmente, o passo mais estressante do processo de vendas é a negociação, justamente a que antecede o fechamento. É nesta fase que os vendedores menos experimentados pensam perder a venda. Com um pouco de reflexão, eles descobrirão que chegaram a negociação de maneira “forçada”. É como se o médico quisesse fazer o parto antes do tempo. Poderá até conseguir, mas não sem prejuízo para o bebê.

Os profissionais de vendas sabem ou deveriam saber que a meta principal para a conclusão de uma venda é escalar com segurança e sabedoria cada degrau do processo de vendas. Se ele tentar pular algumas fases poderá até, com um pouco de sorte, realizar a venda, mas os riscos de perdê-la serão tão grandes que não vale a pena tentar.

Você já tentou escalar uma montanha íngreme? Se já fez algo do gênero, saberá que dar passos firmes e manter-se atento às possibilidades de queda é o mínimo necessário para alcançar o topo. Você só chegará lá se for capaz de superar cada pequeno obstáculo que encontrar pela frente. Além disso, para ser bem sucedido na escalada é fundamental estar atento aos primeiros passos, até se acostumar com o terreno. Se tentar subir muito rápido no início da jornada, poderá deparar-se com terreno minado, levar uma queda inesperada e ficar impossibilitado de continuar.

O mesmo ocorre com o processo de vendas. O consultor bem sucedido sabe que é preciso superar cada etapa da venda para que as partes se conheçam melhor e beneficiem com o melhor acordo possível. É preciso ter em mente que o fechamento da venda é fruto do início de seu relacionamento comercial - ambas as partes devem descobrir a melhor forma de “trabalhar e ganharem juntos”.


Normalmente, em uma venda os dois (cliente e vendedor) ganham ou ambos perdem. O que você prefere? Ganhar com ele ou ganhar dele? Você pode até dizer que o mais importante é ganhar sempre. Mas, é bom ficar atento, pois para triunfar na profissão não basta ganhar a qualquer custo, é preciso ganhar certo para ganhar sempre.

A Importância da TI nos Processos Logístico.

Tecnologia da Informação: A base sólida dos processos logísticos


A Informação com rapidez e precisão é crucial para o bom desempenho dos processos logísticos, sendo que a mesma deve ser a base sólida, onde os gestores analisam e estruturam suas decisões. A tecnologia da informação consiste em ferramentas utilizadas para obtenção e acesso às informações, de tal forma  que possamos tomar as melhores decisões. Neste artigo destacaremos a importância da tecnologia da informação, suas aplicações e tecnologias que permitem aos gestores e operadores obtenção dos melhores resultados nos processos logísticos.

Introdução

A Logística vem apresentando uma evolução crescente e hoje é um elemento-chave na estratégia competitiva das empresas. Até pouco tempo a Logística era compreendida somente como transporte e armazenagem. Atualmente as empresas já compreendem na Logística uma potente ferramenta para garantia de sucesso de seus processos e bons resultados operacionais e financeiros.

A informação possui papel crucial para a eficácia do desempenho da Logística porque é o alicerce sólido para que os gestores estruturem seus planejamentos e decisões. A Tecnologia da Informação consiste em ferramentas utilizadas para obter  acesso às informações e para analisá-las, de maneira que se possa tomar as melhores decisões  para os processos logísticos.

A Tecnologia da Informação consiste em várias tecnologias que coletam, processam, armazenam  e transmitem informações com suporte de hardware e software, utilizados por toda uma cadeia logística para agrupar e analisar informações. A Tecnologia da Informação é como os olhos e ouvidos da gestão, recebendo e enviando as informações necessárias.

Os sistemas de Tecnologia da Informação são fundamentais, pois permitem que as empresas reúnam e analisem as informações. Elas podem ser segmentadas de acordo com as atividades logísticas envolvidas, nos quais se concentram e com fase de decisões dos processos aos quais são envolvidos,
Neste artigo, destacaremos a importância da Informação, suas aplicações e tecnologias que permitem aos gestores de Logística chegar as melhores decisões.

1 – A importância da TI no fluxo de informações nos processos logísticos

A cada dia que passa o fluxo de informações se torna fator de grande preocupação e importância nos processos que envolvem as operações logísticas. Os conjuntos básicos de informações logísticas incluem pedidos de clientes e de ressuprimento, necessidades de estoque, programação de atividades dos depósitos, documentação de transporte e faturas. Antigamente, me lembro como se fosse hoje, o fluxo de informações era documentado principalmente em papel, resultando em lenta transferência de informações, sendo a mesma pouco confiável e propensa a erros. O fluxo de informação documentado em papel aumenta o custo e diminui a velocidade operacional reduzindo a satisfação do cliente pela dificuldade em disponibilizar uma informação quando solicitada, proporcionando perda no mercado em que atua. Na figura 1 observamos os diversos processos de negócios e organizações, desde o cliente final até os fornecedores originais, que proporcionam os produtos, serviços e informações que agregam valor para o cliente.  

http://www.ogerente.com.br/img_artigos/logistica/logistica-processos-TI-1.JPG

Figura 1: Processos de negócios 

Hoje obtêm maior sucesso em seus negócios as empresas que possuem credibilidade. Por exemplo, você contrataria algum tipo de serviço de empresas que trabalham com o ditado “Devagar se vai ao longe” ou “A pressa é inimiga da perfeição”? É claro que não! O fator  agilidade é de grande importância, principalmente quando o assunto é Logístico. Conforme figura 2, demonstrada a seguir, foi preciso percorrer um caminho para que obtivéssemos um processo, mas organizado e preciso quanto a confiabilidade das informações nos processos logísticos.

http://www.ogerente.com.br/img_artigos/logistica/logistica-processos-TI-2.JPG


Figura 2: Evolução nos processos logísticos

Para implementação da TI devemos considerar alguns fatores de grande importância. Dentre elas destacamos:

Conhecimento do processo para escolha do sistema adequado ao negócio da empresa;

Redução dos Custos Operacionais;

Acura cidade  da Operação;

Segurança Operacional;

Administração de Retornos do estoque em vazio;

Velocidade Operacional;

Garantia da Imagem da Empresa;

Acura cidade de Localização;

Intensidade de Fluxo;

Administração de Horas Extras;

Áreas de estocagem;

Administração de fluxos de retorno em vazio;

Movimentação livre de perdas;

Informações em Tempo Real;

Qualificação de pessoal;

Acura cidade de Estoque;

Movimentação livre de perdas;

Investimentos em TI.

O custo decrescente da tecnologia da informação, associado à sua maior facilidade de uso, permite aos gestores de logística utilizar essa tecnologia, com o objetivo de transferir  e gerenciar informações eletronicamente, com maior eficiência, qualidade  e rapidez. A transferência e o gerenciamento eletrônico de informações proporcionam oportunidades de redução de custos logísticos por meio de melhor coordenação, além do aperfeiçoamento dos serviços que podem ser consubstanciados na melhor oferta de informações a clientes.

Importante ressaltar que, para se fazer uso adequado da Tecnologia da Informação na Logística é importante que se tenha o conhecimento dos processos logísticos, sabendo  quais são as melhores práticas a serem utilizadas para cada momento de seu processo. Na grande maioria das vezes, ainda, muitas empresas mal conhecem o conceito de Logística e menos ainda as ferramentas que podem dar a sustentação para o bom desempenho de suas atividades.

É importante ressaltar que as informações devem ser úteis, por este motivo devem possuir  as seguintes características:

As informações devem ser precisas: Sem informações que ofereçam o verdadeiro quadro do estado dos processos logísticos, fica difícil tomar decisões certas. Isso significa que todas as informações devem estar totalmente corretas, e que os dados disponíveis devem possibilitar a criação de uma imagem da realidade que esteja no mínimo voltada à precisão;

Informações acessíveis em tempo real: Muitas vezes existem informações precisas, mas no momento em que se tornam acessíveis já estão defasadas ou, quando são atualizadas, não se encontram acessíveis. Para tomar boas decisões, o gerente precisa de informações atualizadas, de fácil acessibilidade.

Informações úteis: Os responsáveis pelas decisões precisam de informações que possam utilizar. Muitas vezes as empresas possuem enormes quantidades de dados que não colaboram para a tomada de decisões. As empresas devem analisar quais  informações devem ser registradas para que fontes valiosas não sejam desperdiçadas com dados que não agreguem valor e para que os dados realmente importantes não passem despercebidos.  

A informação torna-se mais importante quando é utilizada para criar um escopo amplo como todos os estágios e áreas de uma cadeia de suprimentos. Isso permite que as decisões sejam tomadas de maneira a maximizar a lucratividade total da cadeia de suprimentos.

A tecnologia da informação está evoluindo em ritmo acelerado, em velocidade e capacidade de armazenamento das informações, gerando simultaneamente reduções significantes de custos e espaço. À medida que a tecnologia da informação prossegue sua trajetória de continua evolução, vão surgindo várias inovações que influenciam as operações logísticas e as aprimoram cada vez mais.

A Tecnologia da Informação bem estruturada trará benefícios para os processos Logísticos, como:

Redução do valor de estoque;

Redução na falta de material;

Melhoria no nível de serviço;

Melhoria  no atendimento aos clientes;

Aumento da eficiência operacional;

Níveis de estoque mais focados com a realidade da demanda;

Redução no tempo de inventário;

Rastreabilidade de frotas e produtos;

Planejamento de rotas, cargas e modais;

Cumprimento dos prazos de entrega, por se obter maior velocidade.

Além destes, podemos obter outros mais; isto dependerá do ramo de atividade em que a empresa atua. Cada uma deve analisar a sua Cadeia de Suprimentos  para programar as melhores práticas.

2 – Sistemas de TI importantes para o processo

O conceito Tecnologia da Informação engloba as várias tecnologias que coletam, processam, armazenam e transmitem informações. “Assim envolve além de computadores, equipamentos de reconhecimento de dados, tecnologias de comunicação, automação de fabricas e outras modalidades de hardware e de serviços” (Porter, 1999).

Tecnologia da Informação refere-se aos diversos componentes como hardware, software, banco de dados, e outros  que organizados formam sistemas de informação que é um conjunto de TI organizados com um propósito específico. No decorrer a necessidade de obter as informações de forma mais rápida e precisa propiciou grandes avanços quanto a revolução tecnológica, conforme demonstrado na figura2:

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Figura 3: Revolução tecnológica

Os Sistemas de Informação que automatizam as áreas funcionais de uma empresa – vendas, marketing, produção, finanças contabilidade e recursos humanos, são cada vez mais procurados. É importante ressaltar que devemos ter muito cuidado na hora da aquisição. Estes sistemas são os primeiros a serem  implantados na maioria das empresas. Os principais sistemas de informações gerenciais dão suporte aos processos globais da empresa, abrangendo todas as unidades organizacionais e conectando a empresa os seus clientes e fornecedores. Assim destacamos dentro dos processos logísticos os sistemas (ERP) sistemas para todas as empresas, (WMS) sistemas para centros de distribuição, (TMS) sistemas para empresas de transporte.

2.1 ERP (Enterprise Resource Planning – Planejamento dos Recursos da Empresa)

Os sistemas ERP foram desenvolvidos nos anos 90. Estes sistemas integram e coordenam os principais processos da empresa através de um software, organizando e disseminando a informação de forma integrada entre as diferentes áreas da companhia. Essa integração faz uso de uma base de dados comum a toda empresa, consolidando assim toda a operação do negócio em um único ambiente computacional. Dessa forma, procura-se evitar redundâncias e inconsistências de dados, assegurando-se a integridade do fluxo de informações.

A grande vantagem da implementação do ERP advém da sua própria concepção integrada, permitindo assim uma maior eficiência, eficácia e rapidez nos processos de coleta, armazenagem, transferência e processamento das informações corporativas. Esta concepção pode ser representada pelos seguintes benefícios:

Unicidade de dados: utilização da mesma informação por todos os setores da empresa, conforme perfil do usuário;

Integração das informações através da automação e padronização dos processos;

       Redução dos inconvenientes proporcionados pela transferência de dados entre os diferentes setores de uma mesma empresa, eliminando interfaces complexas e caras entre sistemas não projetados para compartilhar dados;

       Produção e acesso a informações em tempo real por toda a empresa;

Adoção de melhores práticas de negócio: obtenção de ganhos de produtividade e de velocidade de resposta da empresa suportados pelas funcionalidades do ERP;

Redução de custos: otimização do fluxo de materiais através de um maior controle da informação e dos processos permitindo uma redução dos estoques e uma redução das atividades que não agregam valor;

Melhoria no nível de serviço: auxílio na tomada de decisões suportada por uma base de dados que reflete a realidade da empresa e do mercado, permitindo identificar qual, quanto, como, quando e onde os recursos podem ser utilizados, gerando melhorias de qualidade, produtividade e de serviço prestado ao cliente interno e externo à empresa.

Coletam dados de rotina da empresa e disponibilizam as informações necessárias de acordo com o perfil do usuário.

O sistema ERP hoje não é um diferencial competitivo, mas sim uma necessidade para as empresas continuarem competitivas no mercado.

2.2 -WMS (Warehouse Management System – Sistema de Gerenciamento  de Armazém)

O sistema WMS trabalha com a integração de hardware, software e equipamentos periféricos para gerenciar espaço físico, estocagem, armazenagem, equipamentos e mão-de-obra em centro de distribuição (armazéns). Os fornecedores de soluções WMS oferecem  sistemas que integram hardware, software e serviços relacionados aos processos logísticos. Os principais benefícios do WMS são:

Funcionalidade de administração da mão-de-obra em tempo real;

Planejamento, acompanhamento e funcionalidade de administração de mão-de-obra;

Comunicação integrada com o sistema central;

Desenvolvimento de software com parâmetros conforme necessidade do armazém;

Controle do dispositivo de movimentação de material;

Controle do equipamento de estocagem automatizado;

Disponibilização de Informações em tempo real;

Total adequação da funcionalidade do armazém.

Programação e entrada de pedidos

Planejamento e Alocação de Recursos

Pré-Recebimento e recebimento;

Acompanhamento de Inspeção e Controle de Qualidade;

Agilização na separação de pedidos;

Expedição;

Inventários;

Relatórios operacionais e gerenciais;

Acura cidade de informações e banco de dados para o WMS;

Melhoria na Ocupação do Espaço

Redução de Erros de operações;

Aumento de Produtividade.

Os benefícios mencionados são traduzidos em fatores quantitativos e fazem com que determinadas empresas viabilizem implementação de um sistema WMS. Assim se sua empresa está avaliando tal possibilidade, esteja preparado para esta moderna integração das soluções de operações e processos.

2.3 - TMS (Transportation Management System – Sistema de Gestão de Transporte)

Este sistema é utilizado pelas empresas de transporte. O mesmo auxilia no planejamento, execução, monitoramento e controle das atividades relativas a consolidação de carga, expedição, emissão de documentos, entregas e coletas de produtos, rastreabilidade da frota e de produtos, auditoria de fretes, apoio à negociação, planejamento de rotas e modais, monitoramento de custos e nível de serviço, e planejamento e execução de manutenção da frota.

As principais funcionalidades dos TMS são:

Monitoramento e Controle de frotas e cargas;

Apoio à Negociação e Auditoria de Frete;

Planejamento e Execução.

Principais benefícios:

Redução nos custos de transportes e melhoria do nível de serviço;

Melhor utilização dos recursos de transportes;

Melhoria na composição de cargas (consolidação) e rotas;

Menor tempo necessário para planejar a distribuição e a montagem de cargas;

Disponibilidade de dados acurados dos custos de frete mostrado de várias formas, como por exemplos, por cliente ou por produto;

Acompanhamento da evolução dos custos com transportes;

Disponibilidade de informações on-line;

Suporte de indicadores de desempenho para aferir a gestão de transportes.

Os sistemas TMS dão o suporte necessário para que as empresas de transporte utilizem melhor seus recursos, otimizem seus processos e obtenham um melhor resultado financeiro.

2.4 - CRM (Customer Relationship Management - Gerenciamento do Relacionamento com o Consumidor)

Através de um banco de dados de clientes o CRM manipula as informações buscando otimização do processo. Esta solução tem como estratégia de negócio identificação de cliente e suas principais características para estabelecer um relacionamento de fidelização de longo prazo com seus clientes. Esta estratégia permite, de forma lucrativa, identificar e estabelecer as formas de relacionamento com os clientes que apresentem maiores benefícios ou maior potencial para a empresa e permitam fornecer a esses mesmos clientes um nível de serviço que exceda as suas expectativas. Para manipulação destas informações, utiliza de componentes tecnológicas, de planejamento estratégico e de marketing pessoal, sempre numa perspectiva de orientação total para o cliente. O CRM permite assim alcançar objetivos como:

Identificar entregas qualificadas de forma a ganhar novos clientes;

Fechar vendas de modo mais eficiente e eficaz;

Permitir aos clientes efectuar transações de forma mais fácil e rápida;

Fornecer serviços de suporte, pré, durante e pós-venda;

Ter um maior enfoque nos clientes com vista a uma maximização do ARPU (Average Revenue Per User) Calcula da renda por usuário;

Disponibilizar a mesma informação ao cliente, independentemente do canal de contato com a empresa (Internet, Call Center, Loja,…);

A boa aplicação de CRM pode influenciar o montante que os clientes gastam na empresa e o seu grau de fidelização. Algumas empresas através da implementação de programas de CRM conseguiram ganhos significativos em termos de proveitos, satisfação dos clientes, produtividade dos funcionários, bem como reduções de custos em termos de aquisição de clientes.

2.5 - Códigos de Barras

O código de barras é de grande importância para a agilidade e bom andamento de um processo informatizado para gerenciamento da cadeia de abastecimento. Você os encontrará em supermercados, hospitais, lojas de departamentos, indústrias,  fazendas, e até mesmo em sua própria casa.

Tornaram-se  parte integrante  de nossas vidas. O código de barras tem a finalidade de identificar um produto. Ele contém algumas informações como;  código do produto, descrição, país de origem e empresa

Você já deve ter se deparado com esta situação em um supermercado quando o caixa tenta fazer a leitura do código de barras de um produto e não consegue. O que ele faz? Isto mesmo, ele digita os números contidos na parte inferior do código de barras que nada mais é que a descrição número de identificação representada no código de barras. Imagine se o caixa tivesse que digitar código a código quando realizamos uma compra com vários itens?

O código de barras é lido pela varredura de um pequeno ponto de luz através do símbolo do impresso. Seus olhos vêem apenas uma fina linha vermelha emitida pelo leitor laser (scaner). Todavia, o que está acontecendo é que a fonte de luz do leitor está sendo absorvida pelas barras escuras e refletida pelos espaços claros. Um dispositivo no leitor pega a luz refletida e a converte em um sinal elétrico. A necessidade das empresas de um melhor gerenciamento das informações buscou no código de barras uma melhoraria na produtividade para agilizar os processos, otimizar mão-de-obra para assim  aumentar  sua margem de lucro.

Os benefícios de se implementar tecnologia de código de barras são significativos:

Redução dos ciclos de processamento.

Aumento das taxas de output;

Aumento na precisão das informações;

Redução das perdas com materiais;

Baixo custo e menor tempo de implantação;

Fácil utilização;

Uso de equipamentos compactos;

Alta velocidade de captura dos dados,

Informações: validade data de fabricação, local onde foi produzido, dentre outras.

Não importa qual o seu negócio, a tecnologia de captura de dados por código de barras poderá auxiliá-lo a atender os mais difíceis desafios com que você se defronta.

2.6 - RFID ( Radio Frequency Identification – Identificação via radiofreqüência )

As novas tendências tecnológicas nos levam cada vez mais a implementações que buscam a melhoria continua. Com o RFDI, temos como forma de tecnologia a transmissão de dados através das etiquetas-TAG. Esta etiqueta utiliza-se de ondas eletromagnéticas para transmitir informações através e ondas de rádio.

Uma das vantagens das etiquetas inteligentes é que podem armazenar  informações e mais de um item podem ser lidos ao mesmo tempo. O sistema de identificação por radio freqüência consiste de um transponde com radio e um leitor para conectá-lo a um sistema de informação corporativo.

O transponde é composto de um chip e antena, que é ativado por um sinal de radio na sua freqüência de trabalho. Quando isto ocorre, ele envia um sinal contendo sua informação ao leitor para identificação das informações contidas nas etiquetas.

Esta tecnologia apresenta dois formatos de etiquetas, ativa e passiva que apresentam as seguintes características:

Tecnologia Ativa:

Necessita de bateria;

Opera com maior distância de leitura (Metros);

Alto custo;

Tempo de vida limitado;

Leitores grandes;

Sensível a alta / baixa temperaturas.

Tecnologia Passiva:

Não necessita de baterias;

Necessita de menor distância para realização de leitura (Centímetros);

Custo baixo;

Tempo de vida ilimitado;

Leitores pequenos;

Trabalha em condições severas, adversas;

Facilidade de fixação.

Benefícios do RFID sobre o código de barras

Não requer uma linha de visão direta entre transponde e leitor, como ocorre no código de barras, em que o laser tem que varrer toda a extensão do código

Capaz de ler / grave:

Possibilita a leitura de vários itens ao mesmo tempo;

Fácil de ser fixado em objetos;

Trabalha de maneira eficaz em ambiente hostis, sujeito a diversos intempéries proporcionando melhor distância de leitura.

Para que as etiquetas inteligentes sejam implantadas é uma questão de tempo. O mundo pede cada vez mais empenho logístico, e com elas conseguiremos melhorar de forma significativa o desempenho do SCM.

2.7 - EDI (Electronic Data Interchange - Intercâmbio Eletrônico de Dados)

A idéia por trás do EDI é relativamente simples, muitas empresas utilizam computadores para organizar os processos comerciais e administrativos ou ainda para editar textos e documentos. A maioria das informações é introduzida no computador manualmente, através de digitação. Quando as empresas se comunicam, por exemplo, para encomendar mercadorias ou cobrar os clientes, porque, ao invés de imprimir relatórios em papel e enviá-lo por fax para seu parceiro, elas obterem uma forma de transferir eletronicamente essas informações diretamente do computador da empresa para os computadores de seus clientes, fornecedores, bancos e outros.

O Intercâmbio EDI padroniza a forma como os computadores enviam e recebem dados. O EDI acelera o ritmo com que clientes e transportadores trocam informações operacionais como programações de embarque, roteiros de entrega e rastreamento da carga, além de permitir a emissão de faturas e romaneios livre de erros por eliminar a necessidade de interferência humana no processo.

Dentre as várias facilidade destacamos os principais benefíciosI:

Reduções de custos administrativos e operacionais, frente à brusca redução dos trâmites, que originam montem de papéis, os quais operam em fluxos viciosos de vai-e-vem de vias de documentos, protocolos e assinaturas;

Agilidade no processo, porque grandes volumes de dados comerciais podem ser comunicados de um computador a outro em questão de minutos, permitindo, por exemplo, reduzir prazos de entrega e garantindo maior satisfação por parte do cliente;

Eliminação de erros, o EDI elimina os inevitáveis erros resultantes da entrada manual de dados;

Aumento da produtividade, pois o EDI permite que as companhias controlem e manejem melhor as necessidades de produção, compras e entregas. O EDI é um componente chave nos elos de ligação entre cliente, fornecedor e transportador na fabricação "just-in-time" e na "quick response", apoio ao ECR, resultando em significativas reduções nos níveis de estoque.

Como já era de se esperar vários esforços foram feitos com relação a redução de papéis por conta de documentos a serem encaminhados entre as empresas. Em algumas empresas ainda existe uma pessoa responsável por passar por fax da carteira de pedidos aos seus fornecedores, apesar de ser coisa do passado. O EDI surgiu principalmente para agilizar este processo e garantir a precisão e segurança da informação.

2.8 – ECR (Efficient Consumer Response - Resposta Eficiente ao Consumidor)

Buscando inovar os resultados de produtividade do setor, foi implantado no Brasil, a exemplo de outros países, o conceito ECR trata-se de uma estratégia da indústria supermercadista na qual distribuidores e fornecedores trabalham em conjunto para proporcionar melhores resultados ao consumidor, enfocando a eficiência da cadeia de suprimento como um todo, em vez da eficiência individual das partes, derrubando os custos totais do sistema, dos estoques e bens físicos (ECR, 1999).

O objetivo final do ECR é a geração de um sistema eficaz, direcionado ao consumidor, no qual distribuidores e fornecedores trabalhem juntos como aliados comerciais a fim de minimizar custos. Informações precisas e produtos de qualidade fluem por um sistema sem papéis entre a linha de produção e o check-out, com mínimo de perda ou interrupção entre as partes que o compõem. Assim, são esperados a redução das perdas e o aumento do giro de estoque, obtendo recursos para manter o negócio em andamento, oferecendo melhores produtos a preços acessíveis ao consumidor.

Benefício de sua utilização:

Sortimento eficiente de loja – Otimizar a manutenção dos estoques e o espaço da loja, melhorando a interface com o consumidor;

Reposição Eficiente – Otimizar o tempo e o custo no sistema de reposição de produtos no estoque;

Promoção Eficiente – Aplicar sistema adequado ao tratamento de promoção atingindo cliente e consumidor;

Introdução Eficiente de Produto – Aplicar medidas de desenvolvimento e introdução de novos produtos.

A implementação do ECR comprova bons níveis de serviços com baixos níveis de inventários com redução das perdas principalmente de produtos perecíveis, otimizando  transporte de carga, armazenagem e estocagem

3 - Internet & E-commerce

Podemos definir Comércio Eletrônico (e-commerce) como a capacidade de realizar transações envolvendo a troca de bens ou serviços entre duas ou mais partes utilizando meios eletrônicos. As empresas  e pessoas nunca tiveram acesso a tantas aplicações de (e-commerce) como têm hoje, estas aplicações vão desde compras on-line, com a utilização da WEB até processos automatizados tendo a INTERNET como meio de transporte dos dados.

O comércio eletrônico baseado na World Wide Web tem chamado a atenção da comunidade de negócios no mundo inteiro. A face mais conhecida do grande público é o B2B (Business to Business) e o B2C (Business to Consumer), onde investimentos maciços em publicidade têm sido feitos por sites como submarino.com, amelia.com, arremate.com. O B2B está se mostrando o modelo de negócios com maior taxa de crescimento para os próximos anos.

Principais vantagens para a Empresa:

Reduz a intermediação;

Alcance global (Amplia o mercado);

Reduz custos administrativos e outros correlatos;

Maior segurança e agilidade e na comunicação entre os parceiros;

Reduz o ciclo de processos mercantis.

Principal vantagem o Comercia:

Melhora o nível de abastecimento da loja;

Reduz o nível de estoques;

Reduz custos operacionais;

Agiliza o processo de vendas;

Nivela as oportunidades no mercado

Principais vantagens para o consumidor:

Comodidade e conveniência (Comprar sem sair de casa);

Facilidade (Acesso a internet);

Variedade (Produtos do mundo inteiro);

Preços (Tendências de custos baixos e cotações mais ágeis).

Benefícios:

Redução da taxa de erros no atendimento de pedidos;

A melhoria do serviço ao cliente;

Aumento da acuracidade do recebimento e das informações;

Melhor aproveitamento dos recursos, do espaço de armazenamento e da mão-de-obra.

Considerações Finais (Obrigatório)

A Logística hoje depende das ferramentas que a tecnologia da informação disponibiliza para acompanhamento dos diversos processos que envolvem os processos logísticos. A tecnologia da informação está evoluindo em ritmo acelerado, em velocidade e capacidade de armazenamento das informações, gerando simultaneamente reduções significativas de custos otimizando processos. Hoje temos várias opções, de tecnologia da informação para auxiliar a Logística, porém é importante saber quais destas se adéquam a realidade do negócio. A medida que a tecnologia da informação prossegue sua trajetória de continua evolução, vão surgindo várias inovações que influenciam nas operações logísticas e que as aprimoram cada vez mais.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Contexto da Bell Cosméticos, processo de embarque, frota e equipe em sua totalidade.






A logística encarrega-se de melhorar o nível de rentabilidade da distribuição, através de planejamento, organização e controle das atividades de transporte e armazenagem, facilitando o fluxo de materiais. O mesmo autor evidencia, como objetivo da logística, a entrega dos produtos, ou serviços, ao comprador no tempo e momento corretos, ao menor custo possível e nas condições pré-determinadas.

Sistema logístico empresarialMúltiplas etapas são necessárias para transformar um conjunto de matérias-primas em um produto de consumo e, assim, colocá-lo no seu respectivo nicho de mercado. A soma dessas etapas define a rede industrial, chamada de cadeia de suprimentos. SCinco atividades primárias situam-se ao longo do fluxo de materiais da empresa: suprimento, produção, distribuição, venda e serviços. Além dessas, o sistema logístico incorpora todas as atividades de apoio necessárias para que a empresa planeje e controle a aquisição, o desenvolvimento, o desdobramento, a utilização e a alocação dos seus recursos, sejam eles humanos, financeiros, materiais ou relativos à informação. A rede industrial e comercial, por exemplo, inicia-se com os produtores de matérias-primas e termina com o consumidor final, sendo que a transformação ocorre durante a trajetória.Em grande parte das cadeias logísticas, o processo de transformação inicia-se junto à fonte de recursos naturais (produtor, neste exemplo), em seguida a matéria-prima é armazenada e na seqüência encaminhada à unidade transformadora, conhecida como fábrica ou indústria. Uma vez transformada a matéria-prima em produto acabado, esse é alocado em embalagens adequadas para sua proteção e transporte, para ser enviado ao centro de distribuição. Quando a venda ocorre através de redes varejistas, o produto acabado ainda é encaminhado ao varejista para, então, ser oferecido ao consumidor final. Como ocorre na empresa Bell, do centro de distribuição, o produto acabado é encaminhado diretamente ao consumidor.A cadeia logística é formada pelo conjunto de redes logísticas internas das empresas membro, e os fluxos nessas redes são associados as etapas do processo de transformação. Assim, para conseguir gerenciar os fluxos de materiais e informações e aumentar a competitividade no mercado, há necessidade de se recorrer a uma rede de planos fundamentados nas decisões de curto (planos operacionais), médio (planos táticos) e longo (planos estratégicos) prazos.

Gestão do fluxo logísticoNo topo da estrutura organizacional situam-se os gerentes de mercado os quais têm a incumbência de analisar o mercado e o desenvolvimento de produtos. Em seguida há os gerentes de venda os quais controlam e estipulam as metas de venda, negociando diretamente com as promotoras de vendas. Estas, por sua vez, atuam nas diversas regiões do Brasil e demais países onde a empresa atua, geralmente com escritórios próprios, são responsáveis por realizar o contato direto com as promotoras. Para a empresa obter maior controle do seu processo, administra cada etapa do mesmo cuidadosamente, iniciando na seleção de seus fornecedores e seguindo para a compra dos suprimentos, conforme a demanda do mercado, gerenciamento do processo produtivo ou de transformação, alocação e controle de estoques e distribuição.O texto exposto na seqüência deste artigo tem o intuito de apresentar mais detalhadamente o funcionamento da cadeia logística da empresa Bell, o qual tem permitido à empresa uma excelente ocupação no mercado. A abordagem se dará sobre a política de fornecedores, captação e processamento de pedidos, gestão da demanda, gestão de estoques, separação de pedidos e armazenamento, além da distribuição.
Política de fornecedoresNo intuito de assegurar a qualidade na aquisição de insumos, produtos e serviços de terceiros, a empresa Bell assumiu o compromisso de privilegiar os fornecedores que apresentam os melhores padrões de excelência. Para identificar um possível fornecedor de maneira ética e transparente, a reposta encontrada foi a criação de um processo de acompanhamento e certificação daqueles que atendem ao princípio da sustentabilidade.
Planejamento de vendas e da produçãoO planejamento e a coordenação envolvem tanto atividades de planejamento de materiais dentro da empresa quanto aos membros do canal de distribuição. Seus componentes são: objetivos estratégicos, restrições de capacidade, necessidades logísticas, necessidades de produção e necessidades de suprimento. Pode-se dizer que, o conceito de logística integrada, para os autores supramencionados, vai ao encontro ao fluxo logístico da empresa em estudo, onde a logística é vista como a competência que vincula a empresa a seus clientes e fornecedores.As informações necessárias para se iniciar o planejamento da produção são recebidas de clientes e fluem pela empresa na forma de atividades de vendas, previsões e pedidos e, são filtradas em planos específicos de compras e de produção. O processo apresenta duas ações inter-relacionadas: fluxo de materiais e fluxo de informações.À montante do fluxo encontra-se o plano de atuação no mercado, a central de cadastros (pedidos) e gestão dos materiais. A partir daí inicia-se o planejamento e controle da produção além do acompanhamento do processo logístico.A gestão da Demanda deve ser responsável por prever a demanda, atuar como um canal de comunicação com o mercado, ter influência sobre a demanda, possuir habilidade de prometer prazos e alocar e priorizar determinadas atividades. São diversos os processos relacionados a esta área, porém, conforme os autores, os principais processos tratam de prever as vendas, cadastrar os pedidos, prometer a data de entrega, definir e avaliar o nível de serviço ao cliente, planejar as necessidades e distribuir fisicamente os produtos aos clientes.
A empresa Bell possui um modelo e chão de fábrica híbrido. A estratégia adotada pela empresa é a de manter estoques dos insumos e não dos produtos acabados; assim, à medida que vão sendo vendidos os produtos, vão sendo repostos.
Gestão de estoquesAo mesmo tempo em que se elabora o plano de produção também é verificada a disponibilidade de produtos em estoque nos centros de distribuição (CD´s), bem como a demanda de cada um deles, com base na estatística de venda, para verificar a necessidade de abastecimento no local. São analisadas as ordens de produção de pedidos firmes e também as dos pedidos planejados devido à empresa considerar que apresenta baixa , mas sim o indicador de cobertura. Atualmente a empresa não utiliza mais a classificação ABC para o controle de seu estoque, usando principalmente uma ferramenta específica de gestão baseada nos conceitos de oferta de produtos. É possível dizer que a empresa em estudo emprega em seu sistema de controle de estoques duas das sistemáticas encontradas na literatura: a sistemática de controle de estoque por ponto de pedido (Q) e a sistemática de controle de estoque por revisões periódicas (P). Outras ferramentas utilizadas para auxiliar na Gestão dos Estoques é o SAP®, Warehouse Management (WM – Gerenciamento de Armazém) e Product Planning (PP – Planejamento de Produto). Além disso, utiliza-se indicadores de perdas, de qualidade (medindo o percentual de utilidade de dado item, se está vencido ou obsoleto, etc.). A contagem do inventário é cíclica, ocorrendo, no geral, trimestralmente e de maneira aleatória diariamente, sendo lançadas imediatamente no sistema as correções necessárias. Uma vez iniciada a produção, diariamente é programada a produção da fábrica e à jusante do fluxo têm-se como saída do processo.
Armazenagem A empresa Bell possui 3 fábricas na sua sede em Cajamar-SP e, um 4º armazém, que é responsável pela atividade de separação (picking). A atividade picking ou order picking pode ser definida como a atividade responsável pela coleta do mix correto de produtos, na quantidade correta para satisfazer as necessidades do consumidor (MEDEIROS,1999). O aumento da importância da atividade de picking fez com que novos investimentos fossem feitos nessa área, principalmente nos sistemas de separação. Para se ter noção da representatividade desta atividade, em média, o picking é responsável por 65% dos custos de manuseio de materiais de um centro de distribuição.A empresa em estudo possui 3 CD´s. A unidade de Recife-PE possui capacidade de armazenamento de 1.000 pallets, pois possui um CD pequeno utilizado como laboratório prioritariamente para testes; ou seja, quando a companhia deseja alterar o layout de uma caixa (utilizada na entrega dos pedidos), por exemplo, lança o projeto nesta região de modo a avaliar o caráter logístico. Como a região do Nordeste é atípica, com sertões e ladeiras, serve de base para verificar a resistência dos materiais em análise. Geralmente, se a caixa/embalagem resistir a este percurso, resistirá às demais regiões do país.A unidade de Matias Barbosa-MG apresenta capacidade de armazenamento para 2.000 posições (espaços para pallets) e a unidade de Cajamar-SP para 52.000 posições, suprindo as fábricas com insumos e a área de picking com produtos acabados para a separação. No momento em que a ordem de produção é aberta pelos colaboradores da fábrica, os colaboradores do armazém recebem imediatamente as informações sobre os insumos que irão precisar, e enviam os itens através de robôs.A construção desse armazém tem ainda o objetivo de suportar o aumento das vendas previsto pela empresa para os próximos anos. De acordo com a empresa, o novo armazém praticamente dobrou a capacidade de estocagem e movimentação, agilizando o processo de separação de produtos. O armazém tem 35 metros de altura, o que permitiu elevar sua capacidade de comportar mais pallets, passando de 25.000 para 52.000. O AV apresenta um tempo de reposição de 2 minutos, sendo que o sistema de gestão de estoques é integrado com o sistema de controle SAP®. Nesta área operam apenas 3 colaboradores, os quais administram as atividades pela eletromonovia de 650 metros, sendo que o tempo de movimentação dos materiais, do armazém até a fábrica, é de 14 minutos. O controle e a automação do sistema garantem que cada pedido tenha seus respectivos produtos ejetados automaticamente de forma com que a separação seja rápida e precisa. Uma vez ao dia são recebidos os pedidos, separados por região e, posteriormente, montados. O piso do armazém é demarcado identificando o local de posicionamento dos insumos e dos produtos acabados .
DistribuiçãoA distribuição física tem custos duas a três vezes maiores que o limite superior da média do suprimento e assim, a atenção dos administradores tem se concentrado nas atividades de maior impacto econômico.No caso da empresa Bell, cuja estratégia de vendas é a direta, é possível chegar até suas consumidoras de forma personalizada e explorando os principais atributos de seus produtos de modo adequado e convincente. Outro aspecto relevante nesse sistema de distribuição é a não-dependência de grandes redes atacadistas e varejistas para a distribuição dos produtos, o que torna a empresa imune ao crescente aumento do poder de negociação dos intermediários da cadeia de comercialização, fato que afeta, atualmente, a maioria das empresas de produtos de consumo que deles dependem para escoar sua produção. Além desses fatores, o sistema de venda direta, com a amplitude do construído pela empresa Natura, constitui uma forte barreira de entrada para novos competidores nesse setor.Deste modo, a empresa se mantém alerta com relação aos gastos desta operação e tem buscado reduzir o número de transportadoras envolvidas, buscando alianças estratégicas e excelência no nível de serviço prestado. Dados de 2005 apontam que a empresa reduziu o número de transportadoras de 44 para apenas 5, proporcionando uma redução de 88,63%. Como são utilizadas 5 transportadoras para efetuar a distribuição dos produtos por todo o Brasil, a empresa adota a sistemática de disponibilizar as cargas para as transportadoras conforme seus horários de coleta. Entre os anos 2003 e 2004, o número de carretas aumentou em 21% ao mesmo tempo em que o número de transportadoras utilizadas para efetuar a distribuição dos produtos reduziu, mesmo assim garantindo um incremento no indicador de pontualidade de 96 para 97%.
Considerações finaisEste trabalho apresentou o que ocorre a gestão da cadeia logística de uma das maiores empresas de cosméticos do Brasil, a Bell Entende-se ter atingido o objetivo principal do estudo que era apresentar a estratégia de gestão adotada pela empresa, o que pode ser útil para estudos futuros sobre a importância da eficácia logística nas empresas de grande e médio porte.Diversos estudos são encontrados na literatura a respeito de sistemas logísticos, porém, sob tal perspectiva, envolvendo a logística de cosméticos, nada foi encontrado, principalmente abordando o funcionamento da empresa Bell. Ao analisar a política de fornecedores adotada pela mesma, grandes contribuições podem ser retiradas para serem utilizadas como benchmarking por outras empresas. O modo de gestão da demanda e também de estoques apresenta grande impacto sobre a cadeia de abastecimento, pois se tomadas estratégias incoerentes, perde-se o controle do processo desencadeando perda de vendas, atraso nas entregas, extravio de mercadorias, falta de insumos, dentre outros. A opção por terceirização da distribuição também é vista como um ótimo exemplo para outras empresas, uma vez que a empresa passa a focar somente no que sabe fazer de melhor, deixando esta atividade para empresas especializadas neste tipo de serviço.O caso estudado mostra claramente o potencial da abordagem levantada, onde soluções de alta qualidade são obtidas, para problemas relativamente grandes e em tempos satisfatórios para a empresa. Com este estudo foi possível vislumbrar o funcionamento de uma empresa de grande porte, analisando as diversas etapas do processo logístico, desde a aquisição de insumos até a entrega do produto ao consumidor final, sob o ponto de vista de algumas das áreas da Engenharia de Produção.Para a continuação deste trabalho, propõe-se uma análise mais refinada dos dados referentes à gestão de estoques e distribuição praticada pela empresa, propondo melhorias, caso haja necessidade. Além disso, para aumentar a competitividade no mercado as empresas, principalmente do setor de cosméticos, carecem de uma reorientação valorativa e cultural com foco no cliente final e na sustentabilidade por meio da sua cadeia de abastecimento.

Cabe também registrar que os funcionários da logística, ou seja, toda a Equipe da Bell Cosméticos, em todos os setores, desde o embaladores até os caminhoneiros, são devidamente treinados  e bem remunerados para que todo esse processo seja eficaz e de grande sucesso.

TIPOS DE ARMAZENAGEM: MEDICAMENTOS E ALIMENTOS RESFRIADOS

TIPOS DE ARMAZENAGEM: MEDICAMENTOS E ALIMENTOS RESFRIADOS 

Há inúmeros produtos que precisam contar com um tipo de armazenagem diferenciada para que a qualidade de conservação não seja comprometida. Dentre eles estão os medicamentos e os alimentos resfriados, que precisam de um serviço de logística profissionalizado mesmo antes de chegarem aos locais de estoque, ou seja, regras de segurança são aplicadas desde a sua produção (confecção), transporte, distribuição até o armazenamento.
Vamos destacar aqui alguns detalhes sobre a conservação desses produtos, mostrando a importância de poder contar com profissionais preparados para trabalhar com o tipo de exigência requerida.
No caso dos medicamentos:
  • Boa parte é sensível à luz. Não se deve alterar a embalagem original, normalmente testada para proteger o produto. Na armazenagem, a luz direta incidindo sobre eles deve ser evitada.
  • Um cuidado especial deve ser tomado para evitar a umidade. Eles devem ser mantidos em local seco, em prateleiras afastadas da parade.
  • A temperatura ambiente deve ser inferior à 25ᵒC, pois o calor ajuda a deteriorar o produto. Alguns deles têm a temperatura de conservação estipulada na embalagem.
  • A limpeza deve ser efetudada periodicamente, evitando o acúmulo de pó e mofo.
  • O local deve ser isolado de outros produtos como cosméticos, produtos de limpeza, perfumaria.
  • O local de armazenagem deve ser livre de pragas como insetos, roedore e aves.
Quanto aos alimentos refrigerados:
  • Eles estão sujeitos a contaminação de uma forma bastante elevada e, se consumidos assim, podem gerar Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA)
  • Deve haver um controle rigoroso de temperatura, ventilação, rotatividade de estoque e limpeza.
  • Descontrole de temperatura pode causar descoloração interna do produto, morte de tecidos e comprometimento de sabor.
  • Produtos perecíveis (derivados de leite, carnes, peixes e aves) devem ser estocados no refrigerador. A temperatura deve ser abaixo de 4ᵒC.
  • A técnica para a armazenagem deve seguir à risca as normas de manipulação, exposição e distribuição, bem como, as regras de higiene ambiental, conservação de equipamentos e tempo de armazenagem.
  • Quando conservados congelados, à 0ᵒC ou menos, devem ser seguidas as regras recomendadas pelos fabricantes.
A recomendação para qualquer tipo de armazenagem de produtos que exijam cuidados extras é que sejam contratadas apenas empresas de logística com capacidade de atender às normas obrigatórias.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

estrategias de armazenagem

ARMAZENAGEM – uma estratégia importante


Muitas das oportunidades de aumento da lucratividade de uma empresa e da eficiência do seu sistema logístico e da cadeia de suprimentos onde está inserida é a função de Administração de Materiais, mais especificamente àquelas atividades de estocar e armazenar materiais, normalmente chamada de armazenamento de produtos.

A atividade logística de armazenagem refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. A armazenagem e manuseio de mercadorias são então, componentes essenciais do conjunto de atividades logísticas. Os seus custos podem absorver de 12% a 40% das despesas logísticas de uma empresa. Ao contrário do transporte, que ocorre entre locais e tempos diferentes, a armazenagem e o manuseio de materiais acontece na grande maioria das vezes, em algumas localidades fixadas. Portanto, os custos destas atividades estão intimamente associados à seleção destes locais. 

Assim, a armazenagem está envolvida em problemas como localização, dimensionamento de área, arranjo físico, projeto de docas ou baias de atracação e a configuração do armazém.

É interessante estabelecer o conceito racional dos termos estocagem e armazenagem que são normalmente confundidos e trocados na prática, pois são freqüentemente usados para identificar coisas semelhantes, mas, muitos estudiosos preferem distinguir os dois. Em essência, a armazenagem é a denominação genérica e ampla que inclui todas as atividades de um ponto destinado à guarda temporária e a distribuição de materiais (depósitos, almoxarifados, CDs, etc...) enquanto estocagem é uma das atividades do fluxo de materiais no armazém e o ponto destinado à locação estática dos materiais. Dentro de um armazém, podem existir vários pontos de estocagem, que é uma parte da armazenagem.

As razões básicas para que uma empresa utilize um armazém nas suas operações, podem ser sintetizadas em alguns dos argumentos a seguir: Redução de custos de transporte e produção (os custos de produção e transportes são reduzidos pelo efeito de escala - quanto mais se produz e se transporta, menores são os custos); Coordenação entre a oferta e a demanda (empresas com produção sazonal e demanda constante do mercado e, produtos com demanda sazonal e produção constante; oscilação constante de preços em mercadorias do tipo “commodities”); Efeitos do mercado (a armazenagem de mercadorias próxima dos pontos de consumo pode ser um diferencial competitivo para atendimento rápido dos clientes; a oportunidade de ganhos especulativos, tanto nas compras como nas vendas, pode ser aproveitada se houver armazém disponível); Equilíbrio no processo produtivo (as diferentes capacidades dos centros produtivos de uma fábrica, muitas vezes dificultam a determinação de um volume ótimo de produção; o estabelecimento do volume mínimo de estoques em processo, ao longo dos diversos centros de produção pode permitir a máxima utilização destes centros produtivos de forma equilibrada; desta forma, tem-se o volume ótimo de produção para cada tipo de mercadoria); Continuidade de produção (o custo de uma parada de produção por falta de insumos ou aumento brusco da demanda pode ser decisivo na lucratividade da empresa; a forma de evitar a insegurança nos fornecedores ou a incerteza de aumento da demanda é a adoção de uma política de estoques mínimos). 

Assim, o processo logístico tem por fundamento básico o fluxo de materiais entre os diversos pontos da sua rede. Nestes pontos de transição de um fluxo para outro, entre fornecedor e produção, produção e distribuição física, surge à necessidade de se manter os materiais ou produtos armazenados por algum período de tempo. 

Este tempo pode ser muito curto, necessário somente para a conferência, triagem e posterior reembarque da mercadoria, ou pode ser por um longo período que atenda a uma demanda sazonal. Nestes pontos de interface logística dos fluxos físicos de materiais dentro da rede logística é que se localizam os diversos tipos de instalações destinadas à armazenagem. Por exemplo, armazém de uma loja de varejo, de uma indústria, um depósito de minério de uma siderúrgica, um porto marítimo ou mesmo um centro de distribuição de produtos de consumo.

Atualmente os armazéns desempenham um papel fundamental no fluxo logístico, representando componente crítico do diferencial competitivo da empresa. Para tanto, a partir dos anos 70 foi dada maior atenção ao fluxo eficiente dos armazéns revendo-se todos os aspectos de movimentação, manuseio e estocagem. 
A partir dos anos 80, foi introduzida a mecanização, através de equipamentos especiais de movimentação e manuseio e, novas concepções de instalações para permitir armazenagem com alto grau de eficiência e redução de custos.

A tecnologia da informação, a partir dos anos 90, proporcionou um aumento substancial de eficiência nas operações do armazém, através da flexibilidade de planejamento e controle das funções básicas executadas com grande precisão e velocidade, promovendo assim redução do custo global de operação.

De uma maneira geral é possível escrever que uma empresa pode utilizar um armazém para desempenhar uma das seguintes funções: abrigar mercadorias - esta função talvez seja a mais tradicional quando se pensa em armazém, pois teve sua origem no desequilíbrio natural entre oferta e demanda; assim, utiliza-se um armazém para abrigar as mercadorias produzidas através de lotes econômicos destinadas a mercados sazonais. Consolidação de cargas - a consolidação de cargas é uma vantagem econômica intrínseca da armazenagem, pelo fato de receber cargas de várias origens e poder enviar a um único destino utilizando veículos mais econômicos e reduzindo congestionamento na descarga; tudo isto gera eficiência e reduz custo na cadeia logística. Transbordo e transferência - uma das formas mais difundidas do uso de armazém é a desagregação ou fracionamento de grandes quantidades de mercadorias em quantidades menores para atender a demanda dos clientes (função oposta à consolidação de cargas). 

Atender pequenos clientes é mais econômico a partir de um armazém específico de transferência, pois o frete de distribuição final será menor. Fracionamento de granéis - esta operação é uma utilização especial do armazém que requer instalações específicas que reproduzam uma etapa final de produção; dependendo do processo produtivo, é mais econômico fazer o fracionamento do produto para atendimento de pequenos pedidos de clientes, num local próximo a estes clientes; desta forma, transfere-se para um armazém o produto a granel e neste local se executa o fracionamento de acordo com os pedidos dos clientes. Transit Point - As instalações do tipo Transit Point são bastante similares aos centros de distribuição avançados, mas não têm estoques. 

O transit point é localizado de forma a atender uma determinada área de mercado, distante dos armazéns centrais e, opera como uma instalação de passagem, recebendo carregamentos consolidados e separando-os para entregas locais a clientes individuais. Cross Docking - as instalações do tipo cross docking operam com o mesmo formato que os transit points, mas se caracterizam por envolver múltiplos fornecedores atendendo clientes comuns. Nesta estratégia, as carretas completas chegam de múltiplos fornecedores às instalações do CD e então se inicia um processo de separação dos pedidos, com a movimentação das cargas da área de recebimento para a área de expedição. Merge in transit - é uma extensão do conceito de cross docking combinado ao sistema de Just inTime (JIT). 

Ele tem sido aplicado a distribuição de produtos de alto valor agregado, formado por multi-componentes que têm suas partes produzidas em diferentes plantas (fábricas) especializadas. Um exemplo claro é o das estações de trabalhos, formadas por CPUs, monitores e teclados. 

Em síntese é possível entender, pelo exposto acima que, um armazém, cumpre além de seu papel fundamental de manter e mover materiais, muitas outras funções fazendo parte hoje da estratégia da empresa em sua busca por diferenciação e melhores performances no meio ambiente empresarial.